Tuesday, January 11, 2011

Como se faz uma análise crítica de um projeto arquitetônico?

(publicado originalmente em outubro de 2010 no blog do Porto Imagem)
Você saberá avaliar as propostas para o Cais Mauá? Saberá dar uma opinião além do gosto ou não gosto e por quê? Como que críticos de design arquitetônico avaliam um projeto?

Usando a proposta apresentada em julho como exemplo e imaginando-a como um projeto final de uma cadeira de estúdio de arquitetura, o que os críticos diriam? É sabido que uma proposta preliminar não fornece todas as informações necessárias à construção, assim como nem todas as idéias são reveladas… Portanto, ela é um ótimo exemplo para discussão do que é realmente necessário a uma proposta completa.

Precedents (Estudos de Caso)

A primeira questão a se fazer aos competidores: quais são os precedents?

Precedents são as estruturas pesquisadas, as referências, podendo ser ou não funcionalmente semelhantes. Tipo: para um museu, estudam-se outros museus. Entretanto, qualquer característica num projeto anterior pode ser estudada. A influência dos estudos de caso no projeto é benéfica; a cópia, total ou parcial, seria um desastre criativo.

Na proposta apresentada em julho, o material publicado na imprensa não faz nenhuma referência sobre a que estudos de caso o projeto se embasa. Dificilmente foi criado do nada e o crítico perguntaria ao aluno: “Onde está a pesquisa feita?” E mais: “Por que esses precedents foram escolhidos? O que justifica sua escolha e qual a relação com o projeto do Cais Mauá?”

Diagramas

Toda a proposta deve apresentar diagramas de análise: movimento solar, acesso de pedestres e veículos, direção de ventos, distância de outros pontos de atração, tipo de edificações próximas ao terreno, alturas, etc. Uma proposta que não mostra diagramas é como mostrar uma casa sem fundações. Não tem base. O projeto já começou apresentando-se com pé esquerdo.

Design Concept

Segue então a pergunta fundamental “Qual é o design concept” da proposta? Design concept, o conceito de design, significa, de uma maneira bastante simples, a idéia por trás das decisões arquitetônicas, urbanísticas, paisagísticas e técnicas tomadas. Ele liga às partes ao todo, do detalhe ao geral.

Sketches

Próxima pergunta: onde estão os desenhos a mão que expliquem a evolução da idéia? Como saiu do ponto A e chegou ao B? Como nasceu a idéia e como ela foi desenvolvida com base no design concept? Sketches a mão não saem de moda. Os sketches de Zaha Hadid são publicados e estudados, mesmo que ela use vinte telas de computador ao mesmo tempo para gerar o projeto final. As idéias dela nascem a mão em 2D (duas dimensões). Frank Gehry, da mesma maneira, presa sua quase ignorância em lidar com computadores. Suas idéias desenvolvem-se na exploração de modelos reais em 3D (três dimensões). Ele explora forma como um escultor.

Avaliando um projeto arquitetônico

A avaliação de um projeto arquitetônico não é subjetiva. Todas as decisões de forma, de espaço, de especificação de materiais, de movimento, etc, estarão justificadas no conceito de design. Nada é aleatório e tudo tem que ser pensado. O Arquiteto Bernard Tschumi enfatiza bastante essa idéia, de que “o projeto arquitetônico é a materialização do conceito”. Um design será “bom” tanto quanto melhor refletir o conceito. É assim que os alunos da arquitetura em escolas que seguem essa linha de pensamento são avaliados.

Por exemplo, o Centre Pompidou em Paris, podemos dizer que o design concept é “infra-estrutura”. Todos os sistemas infraestruturais estão expostos e exagerados. Um leigo em arquitetura pode perceber isso. O conceito é claro e a abstração do conceito foi desenvolvida com maestria.

No caso da proposta apresentada em julho não há conceito. Este nem foi nem mencionado na imprensa. A falta de um conceito levanta questões…

A vista aérea do Cais Mauá apresentada em julho, olhando para o nordeste, por exemplo, o que justifica as entradas dos píeres na frente do pavilhões? Qual a justificativa que um píer seja daquele jeito e não de outro? É muito simples desenhar linhas, para dentro e para fora, aleatoriamente. Qual é o design concept?

A falta de conceito também se reflete na fragmentação das zonas, que não dialogam entre si. As torres são um mundo, o cais é outro e o prédio de escritórios e shopping é outro. É como uma colcha retalhos que não apresenta um elemento unificador. Paisagismo por paisagismo não é suficiente. Falta a base do todo, neste caso, um master plan, que também reflita o conceito.

A organização do Cais, o que em arquitetura chamamos de parti, é linear. Exemplos bem sucedidos lineares podem servir como referência. Vejam por exemplo o projeto do High Line em New York. Os espaços criados são diferentes, mas existe um conceito de design muito claro, inteligível por qualquer pessoa, que faz referência às linhas de trem que ali existiam.

Importância histórica e atual

Projetos bem sucedidos começam e continuam com o constante engajamento e a educação da comunidade sobre a importância hitórica e atual de seus rios e lagos. Educação para crianças e adultos, palestras, atividades comunitárias de limpeza da orla, atividade esportivas, como competições aquáticas e outras são essenciais para o sucesso da integração e manutenção do Lago Guaíba pela comunidade.

A contribuição histórica e atual de suas águas também deve ser considerada. Navios enferrujando podem virar museus como acontece em São Francisco. Réplicas de antigas navegações podem ser construídas ou buscadas mundo a fora para contar a história da formação de Porto Alegre. Parques de demonstração de captação de água e de tratamento de esgoto, educam quanto ao respeito ao Lago. De onde vem e para onde vai a água de Porto Alegre?

Qualquer projeto que não considere essa componente social e histórica, propondo espaços que proporcionem o engajamento do Lago Guaíba com a comunidade, estará deficiente.

Integração e acesso.

Volta a pergunta: Onde estão os gráficos de análise de acesso? Onde estão os diagramas de movimento de carros, ônibus, pedestres e bicicleta? Isso faz parte de qualquer proposta. Apenas após essa análise, o acesso de pedestre ao Cais poderá ser definido. Os diagramas são fundamentais para que se avalie se as decisões de acesso estão bem embasadas.

A proposta de julho previa nove passarelas sobre a Mauá. Estas podem até ser justificadas onde existe a linha de Trensurb, mas ali está sendo previsto um tunel. E no resto? Segue a questão: por quê? Se o objetivo é integrar o Lago Guaíba e o Cais à população, ou o centro ao Lago, passarelas, além de serem caras, não são a melhor alternativa como elementos de integração de um lado a outro da rua.

O pedestre segue a lei do menor esforço. Mesmo que haja um elevador, passarelas não são convidativas a explorar o que existe do outro lado da rua. A melhor solução arquitetônica advém da identificação do problema e proposição de soluções. O problema está que a Avenida Mauá em si é uma barreira física ao livre acesso ao Lago, como um muro horizontal. (fora o Muro da Mauá, que mencionaremos depois) Construir passarelas é somente reinforcar a situação existente.

Os mais famosos boulevards do mundo são convidativos à circulação de pedestres, atividades sociais e comerciais, como cafés, bares, artistas de rua, etc. Isso ocorre porque as ruas são atravessadas no nível do solo. Uma proposta de passarelas sobre a Avenue des Champs-Élysées seria considerada lunática.

O fato é que a integração harmônica entre veículos motorizados e pedestres é possível se a velocidade máxima permitida for baixa. Se o trânsito for intenso, existem alternativas de solução, como por exemplo, desviar o fluxo para outras ruas, submergí-lo, elevar o acesso inteiro para o outro lado da rua, etc. Cabe ao estudo do entorno definir a melhor alternativa. Se alternativas deste tipo forem consideradas, a Avenida Mauá irá se transformar de patinho feio a cisne num piscar de olhos.

Ainda quanto ao acesso, não basta desenvolver a orla, é preciso desenvolver também o entorno. A proposta de julho esqueceu de olhar para o outro lado rua. Uma parte fundamental do sucesso de uma orla está na revitalização do acesso, das ruas e boulevards que desembocam no Lago Guaíba. Isso não foi considerado de maneira abrangente na proposta preliminar, apenas junto ao Gasômetro, como se o Cais fosse uma peça solta num tabuleiro.

Dito isso, no mínimo dois blocos para dentro do centro devem também sofrer intervenções de melhoria urbanística, como calçadas, sinalização, paisagismo, etc. Devido às proporções do projeto, estamos falando de um desenvolvimento de um district e não uma quadra. Todo o entorno deve ser integrado, da Mauá à Rua Sete de Setembro. Vejam por exemplo o Design District in Miami com várias quadras revitalizadas.

Construção de garagens no centro é marcha ré nas tendências urbanísticas atuais. Hoje o carro se proliferou, todo mundo quer ir para o shopping de carro, chega lá e não tem estacionamento. Essa e’ uma necessidade sem fim. Quanto mais garagens se constrói, mais carros se atrai. Vejam por exemplo software de simulação de cidades virtuais dos cursos de transportes da Escola Engenharia da UFRGS. A cada rodada de dez anos que eu fazia, construir garagens só aumentava os problemas. Exemplos por todo o mundo buscam reduzir o uso de transporte privado aos centros urbanos. Porto Alegre já possui um sistema bastante eficiente de transporte púplico para o centro.

Torres na orla

Alguém concordaria construir um prédio de escritórios na areia de Copacabana, do lado do mar, na Avenida Atlântica? Isso seria considerado um absurdo. O dito prédio imaginário deve ser construído do outro lado da Avenida. E por quê a mesma consciência não se aplica a orla fluvial? Qualquer construção que não vise o uso público ou não tenha a necessidade de estar na beira da água deve ser construída do outro lado da Avenida Mauá. Prédios atualmente existentes na Mauá, sem importância histórica, podem ser demolidos e ali construídos os tão desejados hotéis, escritórios e shopping centers. Por quê no Rio de Janeiro as pessoas achariam isso sensato e em Porto Alegre não?

Miami tem um rio, o Miami River, que sofre o mesmo desleixo que o Lago Guaíba. Poucos meses atrás, num relatório de 50 páginas do AIA (American Institute of Architecture), numa consultoria relâmpago de três dias, montada por nove especialistas em diferentes disciplinas, uma frase ficou bastante clara: usos privados não relacionados com água e não dependentes de água não deveriam ser construídos na beira do Miami River.

Alguém já pensou que poderíamos ter uma praia de Lago perto do Gasômetro? Para a arquitetura e engenharia de hoje, praticamente nada é impossivel. Em vez de Porto Alegre virar cidade fantasma no verão, ela mesmo receberia turistas. E mais importante, não precisaríamos esperar o fim-de-semana, apenas o fim do expediente, para ir à praia. O Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFGRS tem capacidade de analisar modelos reais e testar alternativas, em escala reduzida, do comportamento da orla, quanto aos movimentos das águas e de solo.

Muro e paisagismo

Enchentes são eventos recorrentes, às vezes de ciclos longos, como cem anos ou mais. O muro da Mauá é parte de um sistema de proteção às enchentes. Não entrarei no mérito se é necessário ou não. Se ele é mantido, cabe à arquitetura incorporá-lo e estabelecer integração com a cidade com soluções criativas, como mencionei anteriormente para a Avenida Mauá. Se é removido, cabe também à arquitetura adaptar a região às enchentes. Como assim?

Um exemplo simples de integração água/edificação são as casas de palafitas ao longo do Rio Amazonas. É a arquitetura respondendo a uma necessidade habitacional, mas convivendo harmoniosamente com a natureza.

Em centros urbanos, como Galveston, no Texas, há uma parede de proteção no centro da cidade. O furacão de 1900, que matou milhares de pessoas, o mais mortal de todos os furacões já ocorridos nos Estados Unidos, levou à construção da Seawall, com mais de uma dezena de kilômetros de extensão e a elevação do nível do solo da cidade. Desta maneira, a vista para o mar não foi bloqueada e o acesso à praia se dá ao nível do solo, descendo-se por escadarias e rampas ao nível do mar.

A questão é: Construir uma muralha da China que isole a cidade do mar, que talvez nem seja uma proteção 100% eficaz a um furacão categoria 5 ou adotar uma solucao intermediária, adaptando-se às edificações suscetíveis a enchentes, mantendo-se a qualidade de vida resultante do convívio com a orla?

Galveston optou por essa última. Elevou-se o nível do solo até a altura da Seawall e adaptou-se o código de construção, limitando o uso do primeiro andar. As “palafitas”não são visíveis na maioria dos novos projetos porque podem ser enclausuradas, mas há restrições do uso junto ao solo: quartos, salas, cozinhas, etc são proibidos. Em toda a cidade, dentro e fora do perímetro urbano, existe essa “aceitação” construtiva de que uma enchente pode e, provavelmente, ocorrerá novamente. A indústria de seguro complementa as soluções arquitetônicas: propriedades mais sujeitas a enchentes pagam seguros mais altos.

Mas voltando ao nosso muro e a proposta apresentada em julho… O talude proposto não é design e não faz parte de um design concept…. Nesse “pequeno” detalhe, novamente, não há solução arquitetônica e nem de paisagismo. A proposta em questão simplesmente aplica práticas corriqueiras.

O talude também não é sustentável. Grama é verde, mas não é green. Grama que necessita de corte consome energia e polue (máquinas que cortam grama são elétricas ou usam combustível). Reduzir manuteção é reduzir recursos e, conseqüentemente, custos. Grama que não for nativa precisa ser molhada, consome água e portanto não é sustentável. O paisagismo contemporâneo sustentável busca o uso zero de água. A solução é a especificação de plantas nativas, que se mantém sozinhas. Vejam o exemplo do South Pointe Park in Miami Beach.

Uma prosposta que não fizer considerações inovadoras para o paisagismo estará deficiente. O paisagismo não pode ser uma consequência das edificações. Ele deve ser concebido como parte do design concept; deve ser pensado conjuntamente com as estruturas e é tão importante quanto elas.

Design da torre do hotel

Torre de vidro é uma idéia velha. Mies van der Rohe choquou quando propôs sua torre de vidro para a Friedrichstrasse, em Berlim, em 1919. Qualquer estudante do primeiro ano de arquitetura propõe torres de vidro como a da proposta. Não há inovação nenhuma. A torre de Mies era muito superior e isso foi há mais de noventa anos atrás.

Só para citar um exemplo, vejam os projetos de prédios do Arquiteto Ken Yeang. Não dá nem para comparar… A complexidade de soluções arquitetônicas e de meio ambiente que ele busca em cada projeto leva em consideração o sol, o vento, o meio ambiente, o bem estar dos ocupantes, o entorno, os materiais, a conservação de energia, etc e etc.

Se querem fazer um prédio de vidro, então que seja, ao menos, criativo como a Prada Store em Tokyo dos Arquitetos Herzog e de Meuron. Caso contrário, vira simplesmente uma casca transparente que sobrevive a ar condicionado.

Transporte fluvial

E o transporte fluvial? A proposta delinea as alternativas? Mostra diagramas de possíveis roteiros? Propõe número adequado de píeres a diversos tipos e tamanhos de embarcações? Não.

Se não existem empresas interessadas em assumir o transporte fluvial, faz-se um estudo de mercado, identifica-se a demanda potencial e busca-se empresas potenciais no mundo inteiro. Se o novo serviço é eficiente, a demanda surge. Conectar a zona sul da cidade com o centro por água não é sonho. A cidade de Seattle é um exemplo que pode servir de refêrencia.

Se as empresas de ônibus definissem o seu negócio como provedoras de serviços de transportes e não como provedoras de transporte rodoviário exclusivamente, elas poderiam criar divisões de transporte fluvial e, deste modo, melhor atenderem à comunidade. Quando pensamos em veículos anfíbios que andam na água e no solo, a linha divisória, do que é onibus e do que é barco, desaparece.

Uma proposta de design abrangente deve programar a inclusão do desenvolvimento fluvial para todos os trajetos que poderiam ser desafogados e/ou reduzidos os tempos de percurso, incluindo também a conexão com Guaíba e Barra do Ribeiro.

Apresentação

Depois de se analisar o conteúdo, se analisa a apresentação.

Como mencionado, a apresentação da proposta preliminar está incompleta, pois os diagramas de análise não foram fornecidos. As perspectivas, aqui chamados renderings, também estão incompletas em conteúdo e em número. Maior informação sobre as soluções deve ser fornecidas na proposta final. A arquitetura fala por imagens.

Por exemplo, como as passarelas seriam vistas no contexto da Avenida Mauá? Falar sobre elas não basta, a imagem gráfica deve ser fornecida. Vistas aéreas são necessárias, mas precisam ser complementadas com imagens em como o espaço é percebido pelos ocupantes, na altura dos olhos do observador. Também a vista que mostra a parte do corredor dos pavilhões está deficiente de contexto. Como o corredor se relaciona com Lago? Isso deve ser melhor ilustrado. E a praça principal do Cais? Menciona-se, mas não se mostra.

Também alerto que imagens manipulam; mostram o que querem mostrar. Tudo tem que estar muito claro e não só na planta baixa, mas nas perspectivas também. O uso de colagens de pessoas bonitas e cool pode ser usado como elemento de distração. Servem para dar uma idéia do “clima”, da mood, do ambiente, mas, como os críticos fazem, devem ser imediatamente desconsideradas num segundo momento e a atenção voltada ao que realmente está sendo proposto. Se algum ponto não está claro, certamente, está faltando uma imagem para esclarecê-lo.

A menos convincente das perspectivas da proposta é a vista aérea para o nordeste do Cais. Nesta imagem houve somente um copiar e colar de símbolos de pessoas. Ok, mas o que elas estão fazendo ali? Os fantasminhas brancos não convencem como pessoas alegres e felizes engajadas com o Lago. Qual a atividade? Estão caminhando a esmo sobre um pavimento fervente no verão e totalmente desprotegido no inverno? Se a proposta fala em transporte náutico, onde estão os navios? Onde estão os guichês de embarque? Onde estão os bancos? Onde estão as proteções para sol? Como será a ilunimação? Não tem paisagismo nenhum? A imagem não fornece informação de como o espaço será ocupado e como será o engajamenteo das pessoas com o Lago Guaíba. Ela apenas mostra um pavimento que entra e sai da orla.

Comentário final

A proposta inicial, como coloquei anteriormente em outro artigo, não ousa, não questiona, não é abrangente, não oferece soluções adequadas ao contexto e nem é sustentável. É uma proposta que olha para o trás, para o passado, e não para frente, para o futuro.

A manifestação da população, do Instituto dos Arquitetos do Brasil, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, das faculdades de arquitetura e engenharia, dos profissionais de Porto Alegre e região é fundamental neste momento da abertura das propostas à concorrência do Cais Mauá. A discussão e seleção do melhor projeto deve ser embasada em conhecimento real. A responsabilidade de uma cidade melhor não está somente nas mãos da equipe oficial de seleção, mas nas mãos de cada um que se importe com Porto Alegre.

2 comments:

  1. Formidável seu artigo, veja também o meu em http://caismaua.blogspot.com/2011/01/uma-fabula-de-dinheiro-mentiras-e.html, abraço

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  2. Muito bom e útil seu artigo, ja fiz algumas anotações para meus trabalhos de PP4 da faculdade, continue escrevendo, abraço!

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